Educação em Pauta, Família

4 palavras que você deve tomar cuidado ao falar com as crianças

A infância é uma fase incrível. Todos os sentidos da criança estão ligados, captando as informações do ambiente e atribuindo significados a elas. É assim que elas entendem o mundo e começam a formar sua personalidade. E por mais que essa fase já tenha passado para nós, adultos, é importante lembrarmos disso e ter atenção às coisas que mostramos e falamos para os pequenos.

Você sabia que existem algumas palavras que podem não funcionar bem na nossa comunicação com eles? É que, em alguns casos, elas podem ser interpretadas de maneira errada pelo nosso cérebro, mesmo que inconsciente. A solução é encontrar termos substitutos que gerem significados mais positivos. Essa estratégia traz bons resultados em qualquer fase da vida e usá-la com as crianças funciona como mágica! Para ajudar a tomar esse cuidado, separamos quatro exemplos de palavras que devem ser evitadas:

 

“NÃO”

Você provavelmente conhece aquela brincadeira em que alguém fala a você “Não pense em um elefante azul” e então, ironicamente, essa é a primeira imagem que se forma na sua cabeça. Isso acontece porque o “não” por si só não significa nada para nossa mente, pois, afinal, ela não quer saber no que não pensar, e sim no que deve ser pensado. Agora imagine uma situação de perigo: você fala para a criança “Não coloque a mão aí!” ou “Não venha aqui!”, mas as chances de ela fazer o contrário são altas. Já se você disser “Tire a mão daí” ou “Fique aí!”, provavelmente ela vai agir da maneira que você espera. O segredo é direcionar sua comunicação para o lado positivo. Se quiser, por exemplo, que a criança não se esqueça de levar o lanche para a escola, diga “Lembre-se de levar seu lanche para a escola”.

Solução: usar linguagem positiva, falando o que você quer que seja feito.

 

“MAS”

Essa conjunção adversativa tem o incrível poder de “anular” o que é falado dela. É quase o mesmo efeito do “não”. Por exemplo:

“Gostei de ver o seu quarto arrumado, mas você demorou muito para fazer isso.”

Na frase acima, o fato de a pessoa gostar de ver o quarto arrumado acaba sendo ignorado, porque o foco da fala está na demora para executar a tarefa.

Ao tomar consciência sobre o efeito que essa palavrinha tem sobre o sentido de algumas coisas que falamos, o ideal é usá-la apenas quando se queira reforçar uma contradição. Nos outros casos, experimente usar o “e”, que acrescenta características. Ou então use o “apesar de” e inverta a ordem da frase, deixando por último o que você quer destacar:

“Apesar da demora, gostei de ver o seu quarto arrumado.”

Solução: trocar o “mas”, por “e” ou “apesar de”.

 

“TENTAR”

Quando dizemos que vamos tentar fazer alguma coisa, nossa mente não entende que vamos conseguir, e sim que haverá um certo esforço para a execução daquela atividade. Se o objetivo definido não for alcançado, a mente pensa “Tudo bem, a missão de tentar foi concluída com sucesso!”. Então, se quiser que a criança realize uma tarefa, dê voz de comando, indicando o que ela deve fazer.

Agora, se a criança não deve necessariamente fazer algo, é possível trocar o “tentar” por “experimentar”.

Solução: ao invés do “tentar”, usar o “experimentar” ou explicar o que ela deve fazer.

 

“DIFÍCIL”

Pode testar na prática: se você falar para os pequenos que algo é difícil, as chances de eles torcerem o nariz para aquilo são altas. Por outro lado, ao dizer que uma tarefa é desafiadora, eles ficam instigados a superá-las. Então, quando a criança falar que montar um quebra-cabeça é difícil, ressignifique a mensagem: “Montar um quebra-cabeça é desafiador!”. Assim, você vai incentivá-la a pensar de outra forma, com mais positividade e determinação.

Solução: substituir “difícil” por “desafiador”.

Atenção: não estamos falando que as pessoas nunca podem usar essas palavras com as crianças. O objetivo desse texto é dar dicas e ajudar os adultos na comunicação com os pequenos, contribuindo também para o reforço da autoestima, que colabora na construção de um adulto mais seguro e decidido em relação aos seus objetivos e relacionamentos.

 

E, então, o que achou das nossas dicas? Que tal colocá-las em prática? Conte o resultado para nós!

 

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